Tuesday, December 8, 2009
Sunday, December 6, 2009
UM CONTO DE NATAL
Era uma vez, lá na Judeia, um rei.
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.
E, na verdade, assim acontecia.
Porque um dia,
O malvado,
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da nação.
Mas, por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que o vivo sol da vida acarinhou;
E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças.
Miguel Torga
Posted by
BlueVelvet
at
1:35 AM
0
ondinhas
Labels: ondinhas de Natal
Friday, December 4, 2009
O NATAL NÃO É PARA TODOS!
Eu sei que isto não é post que se apresente no Natal, mas como se trata de um PRESENTE, não resisti.
Não interessa nada se o "irmão" e o pai estão ou não constituídos arguidos... o que interessa é que este tenha com urgência um TACHO antes que a mama se acabe!...
A 12 de NOVEMBRO, mas com efeitos retroactivos!
Posted by
BlueVelvet
at
1:15 AM
0
ondinhas
Labels: ondinhas de indignação
Tuesday, December 1, 2009
DEZEMBRO
Só por uma razão: porque em Dezembro É Natal.
Posted by
BlueVelvet
at
11:12 AM
0
ondinhas
Labels: ondinhas de Natal
Friday, November 27, 2009
DIZ-ME ONDE MORAS...
Para quem vive em Lisboa, tinha emigrado para a Mauritânia! Acontece o mesmo com todos os sítios acabados em -ide, como Carnide e Moscavide. Rimam com Tide e com Pide e as pessoas não lhes ligam pevide. Um palácio com sessenta quartos em Carnide é sempre mais traumático do que umas águas-furtadas em Cascais. É a injustiça do endereço. Está-se numa festa e as pessoas perguntam, por boa educação ou por curiosidade, onde é que vivemos. O tamanho e a arquitectura da casa não interessam. Mas morre imediatamente quem disser que mora em Massamá, Brandoa, Cumeada, Agualva-Cacém, Abuxarda, Alfornelos, Murtosa, Angeja, Ranholas… ou em qualquer outro sítio que soe à toponímia de Angola. Para não falar na Cova da Piedade, na Coina, no Fogueteiro e na Cruz de Pau. (...) Ao ler os nomes de alguns sítios – Penedo, Magoito, Porrais, Venda das Raparigas, compreende-se porque é que Portugal não está preparado para entrar na CEE.
De facto, com sítios chamados Finca Joelhos (concelho de Avis) e Deixa o Resto (Santiago do Cacém), como é que a Europa nos vai querer integrar?
Compreende-se logo que o trauma de viver na Damaia ou na Reboleira não é nada comparado com certos nomes portugueses. Imagine-se o impacte de dizer "Eu sou da Margalha" (Gavião) no meio de um jantar. Veja-se a cena num chá dançante em que um rapaz pergunta delicadamente "E a menina de onde é?", e a menina diz: "Eu sou da Fonte da Rata" (Espinho).
E suponhamos que, para aliviar, o senhor prossiga, perguntando "E onde mora, presentemente?", só para ouvir dizer que a senhora habita na Herdade da Chouriça (Estremoz).
É terrível. O que não será o choque psicológico da criança que acorda, logo depois do parto, para verificar que acaba de nascer na localidade de Vergão Fundeiro? Vergão Fundeiro, que fica no concelho de Proença-a-Nova, parece o nome de uma versão transmontana do Garganta Funda. Aliás, que se pode dizer de um país que conta não com uma Vergadela (em Braga), mas com duas, contando com a Vergadela de Santo Tirso? Será ou não exagerado relatar a existência, no concelho de Arouca, de uma Vergadelas? É evidente, na nossa cultura, que existe o trauma da "terra". Ninguém é do Porto ou de Lisboa.
Toda a gente é de outra terra qualquer. Geralmente, como veremos, a nossa terra tem um nome profundamente embaraçante, daqueles que fazem apetecer mentir. Qualquer bilhete de identidade fica comprometido pela indicação de naturalidade que reze Fonte do Bebe e Vai-te (Oliveira do bairro). É absolutamente impossível explicar este acidente da natureza a amigos estrangeiros ("I am from the Fountain of Drink and Go Away...").
Apresente-se no aeroporto com o cartão de desembarque a denunciá-lo como sendo originário de Filha Boa. Verá que não é bem atendido.(...) Não há limites. Há até um lugar chamado Cabrão, no concelho de Ponte de Lima.
Urge proceder à renomeação de todos estes apeadeiros. Há que dar-lhes nomes civilizados e europeus, ou então parecidos com os nomes dos restaurantes giraços, tipo Não Sei, A Mousse é Caseira, ou Vai Mais um Rissól.(...)
Também deve ser difícil arranjar outro país onde se possa fazer um percurso que vá da Fome Aguda à Carne Assada (Sintra) passando pelo Corte Pão e Água(Mértola), sem passar por Poriço (Vila Verde), e acabando a comprar rebuçados em Bombom do "Bogadouro"¹, (Amarante), depois de ter parado para fazer um chi-chi em Alçaperna (Lousã).
¹ - Bogadouro é o Mogadouro quando se está constipado!!!
(Miguel Esteves Cardoso)
Posted by
BlueVelvet
at
5:31 PM
1 ondinhas
Labels: Ondinhas de humor
Wednesday, November 25, 2009
THANKSGIVING
Celebra-se hoje, nos Estados Unidos, O Thanksgiving Day!
O Thanksgiving é nos Estados Unidos uma festa quase mais importante que o Natal.
Originalmente começou por ser o dia em que toda a comunidade americana dava Graças a Deus por todas as Graças concedidas ao povo americano.
O Presidente George Washington foi o 1º Presidente a instituir o Thanksgiving a nível nacional, agradecendo o fim da Guerra Civil e a liberdade religiosa e também a Divina Providência que protegia toda a Nação.
A tradição de dar graças continua hoje sob várias formas.
Existe a parte religiosa com Missas que são as mais concorridas de todo o ano, mas a parte mais importante é a reunião das famílias, ao jantar.
Antes do início do jantar, o anfitrião diz uma oração em que agradece todas as bênções que Deus concedeu nesse ano, ao País e àquela família em especial.
A festa do Thanksgiving é o feriado mais concorrido de todos.
Celebra-se na quarta quinta – feira de Novembro, na sexta faz-se “Ponte” e prolonga-se até domingo.
Dado que os membros das família estão espalhados por todo o País é o feriado em que todos viajam para se reuniram, pelo que os aviões, comboios e estradas estão esgotados e congestionados.
O jantar compõe-se, obrigatoriamente de peru assado recheado, puré de batata doce ( divino ), vários recheios vendidos à parte e molho de cranberries.
As sobremesas são diversas e deliciosas, sobretudo à base de tartes de abóbora e “peacon” ( uma espécie de nozes grandes ).
Também obrigatórias são as Paradas, ou Desfiles, das quais a mais famosa é A Macy’s Thanksgiving Day Parade que pára Nova Iorque.
Nos últimos 5 anos, este é o primeiro que não passo lá, mas em contrapartida o primeiro que lá passei foi uma verdadeira loucura e curtição.
Comecei por me levantar às 7 da manhã para não perder a Macy’s Parade, que literalmente pára Manhatten.
É uma coisa fantástica que acorda em nós todos os instintos e recordações infantis.
Imaginem carros enormes com gigantescos bonecos insufláveis, todos figuras da Disney ou outros desenhos animados.
Começa na 77th Street Central Park West e desce a Braodway até Columbus Circle, vira na 34th Street, passando em frente da Macy’s Herald Square. Termina na 7ª Avenida.
A Parade é sempre acompanhada por 10 das melhores Bandas Americanas, entre elas Baker High School, Alabama; Highland High School, Arizona; Riverview High School, Florida; Lassiter High School, Louisiana; Mayfield High School, New Mexico; Corning Painted Post West High School, New York; Warren G. Harding High School, Ohio; Dobyns-Bennett High School, Tennessee and Waukesha North High School, Wisconsin.
O mais divertido foi depois comprar o jantar, começando pelo peru, que trazia uma indicação na embalagem que dizia:- Criado sem stress, o que levou o meu filho a comentar sarcasticamente:- Pode ter sido criado sem stress, mas morreu na mesma, coitado!
E depois queria eu cozinhasse o pobre do bicho à maneira portuguesa, o que recusei, claro.
Mesmo assim, comi só os acompanhamentos e sobremesas, e confesso que senti um dó imenso pelos milhares de perús que foram “papados” nesse dia, por toda a América.
Como costumo dizer, é impossível descrever a Parade, ou passar-vos o sabor e cheiro das comidas, mas deixo-vos as imagens.
Enjoy.
Posted by
BlueVelvet
at
4:06 PM
0
ondinhas
Labels: Thanksgiving
Saturday, November 21, 2009
JOGAR AO PIÃO
A sua constituição: Armando Vara, Fátima Felgueiras, José Sócrates, Virgílio de Sousa.
Armando Vara - condenado a 4 anos de prisão (pena suspensa).
Fátima Felgueiras - condenada a 3 anos e três meses de prisão (pena suspensa).
Virgílio de Sousa - condenado a prisão por um processo de corrupção
Armando Vara, quando era secretário de Estado adjunto do ministro da Administração Interna, recorreu ao director-geral do GEPI (Gabinete de Estudos e Planeamento de Instalações do MAI) e a engenheiros que dele dependiam para projectar a moradia que construiu perto de Montemor-o-Novo.
Para fazer as obras serviu-se de uma empresa e de um grupo ao qual o GEPI adjudicava muitos dos seus concursos públicos.
Com 3500 contos (17.500 euros) o actual administrador da Caixa Geral de Depósitos e licenciado pela Universidade Independente tornou-se dono, em 1998, de 13.700 m2 situados junto a Fazendas de Cortiços, a três quilómetros de Montemor-o-Novo. Em Março de 1999 requereu à câmara o licenciamento da ampliação e alteração da velha casa ali existente.
Onde a história perde a banalidade é quando se vê quem projectou e construiu a moradia. O projecto de arquitectura tem o nome de Ana Morais.
O alvará da empresa que fez a casa diz que a mesma dá pelo nome de Constrope. A arquitecta Ana Morais era, à época, casada com António José Morais, o então director do GEPI, que fora assessor de Armando Vara entre Novembro de 1995 e Março de 1996. Nessa altura, recorde-se, foi nomeado director do GEPI por Armando Vara - cargo em que se manteve até Junho de 2002 - e era professor de quatro das cinco disciplinas que deram a José Sócrates o título de licenciado em Engenharia pela UnI.
A Constrope era uma firma de construção civil sediada em Belmonte, que também trabalhava para o GEPI e tinha entre os seus responsáveis um empresário da Covilhã, Carlos Manuel Santos Silva, então administrador da Conegil - uma empresa do grupo HLC que veio a falir e à qual o GEPI adjudicou dezenas de obras no tempo de Morais.
(Publico 20.04.07)
Ah, já me esquecia... a "conversa" de Vara com Sócrates já está anulada e vai ser apagada... Também não tinha qualquer importância... Recordavam, por certo, os tempos de criança em que ambos jogavam ao pião e brincavam às casinhas...
NOTA: Ao pé destes o Vale e Azevedo é um menino de coro...
Posted by
BlueVelvet
at
12:22 AM
2
ondinhas
Labels: Ondinhas de pensar
Wednesday, November 18, 2009
DISCUSSÕES INÚTEIS
Numa briga entre mulher e marido.
Ela:
Filho da mãe
Ladrão
Salafrário
Corinthiano
Viciado
Preguiçoso
Vagabundo
Corrupto
Pão duro
Mau caráter
Safado
Imbecil
Dura roda
Mulherengo
Ordinário
Idiota
Bêbado
Burro
Inútil
....
Ele:
- GORDA!
Posted by
BlueVelvet
at
12:11 AM
1 ondinhas
Labels: Ondinhas de humor
Wednesday, November 11, 2009
POIS!
"Somos um país essencialmente agrícola: Uns já cavaram, outros vão cavar... e os que ficam são nabos!"
Posted by
BlueVelvet
at
10:55 PM
0
ondinhas
Labels: Ondinhas de humor
Saturday, November 7, 2009
CONVERSA DA TRETA
"Na semana passada fiz a minha primeira sessão de quimioterapia.
O meu Oncologista receitou-me um medicamento para os enjoos (SOS) que eu muito cautelosamente fui comprar à farmácia. Eram 13h30 e estava eu à porta da Farmácia para aviar a receita. Para espanto meu, percebo que a Farmácia fecha à hora de almoço. Ok. A solução era voltar uma hora mais tarde e assim o fiz.
Quando voltei pouco antes das 14h30 (hora de reabrir) esperei que a porta abrisse. Esperei e continuei a esperar até às 14h45. E lá chegou uma senhora a falar ao telemóvel que devia estar a tratar de um assunto muito importante porque a porta primeiro que abrisse ainda demorou mais uns cinco minutos.
Finalmente consegui entregar a receita à senhora da Farmácia. Confesso que o ar da senhora era no mínimo assustador. A receita (ainda a tenho comigo, assim como o recibo do remédio) tinha escrito METOCLOPRAMIDE.
Paguei e vim-me embora.
Durante esse dia e os seguintes, os tais sintomas de enjoos e náuseas provocados pela quimioterapia deitaram-me completamente abaixo. Fui mesmo obrigado a cancelar os espectáculos que tinha a norte do País.
Na sexta-feira fui ter com o meu oncologista para lhe pedir qualquer coisa que me aliviasse o mal estar. Ele assim o fez e receitou-me um outro remédio que comecei a tomar logo e que rapidamente começou a fazer efeito. No Sábado, Domingo e Segunda, voltei a sentir-me bem.
Hoje fui novamente ao Hospital para fazer a segunda sessão de quimioterapia e, qual não é o meu espanto, quando falava do meu estado de má disposição da semana passada e mostrava os comprimidos que andava a tomar, quando percebi que o remédio que eu andava a tomar para os enjoos não era para os enjoos mas sim para a Diabetes. Em vez do tal METOCLOPRAMIDE, estava a tomar METFORMINA.
A senhora da Farmácia tinha-me, pura e simplesmente, dado um medicamento errado.
Não só passei vários dias a tomar um remédio que não me aliviava, como ainda por cima, me diminuía os níveis de açúcar no sangue!!!
Podia só ter tido um ataque de hipoglicemia.
Este texto é só um desabafo.
Agora saiam da frente que eu vou ali abaixo "TRATAR DA SAÚDE" à senhora da Farmácia. (LOL)
Posted by
BlueVelvet
at
2:54 PM
2
ondinhas
Labels: António Feio, ondinhas de indignação



